“Quantas vezes chorei no escuro pra que não visse minhas lágrimas?
Quantas vezes eu vesti meu rosto com um sorriso que não era meu?
Quantas vezes reneguei minha felicidade pra poder ver a sua?
Quantas vezes deixei minhas vontades de lado para satisfazer seus infantilidades?
Quantas vezes me rebaixei aos trapos pra envaidecer o seu maldito ego?
Quantas vezes sacrifiquei os meus sonhos pra realizar os teus?
Quantas vezes me silenciei pra te poupar de meus gritos amargurados?
Quantas vezes acalmei meu ciúmes acreditando em suas notáveis mentiras?
Quantas vezes?
[…]
Olho para o meu passado e me enforco em arrependimento, por ter morrido tanto tempo em acreditar que o amor que eu tinha por você poderia ser a cura de seus defeitos… me enganei; Me reconstruo todos os dias, tentando viver sem olhar para trás e pisar nas armadilhas que as memórias traiçoeiramente me trazem, tento me sustentar diante das tristes nostalgias que ressurgem das cinzas, mas me mantenho. Só não quero me prender ao que não vale a pena. Cansei de projetar castelos de areia, cansei de nadar tanto e nunca ver a praia… cansei de ser idiota.
Adeus!
E desta vez, pra sempre.”
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