| — | Vamos lá, siga o script e responda o de sempre. (Grão de amor) |
terça-feira, 24 de julho de 2012
“Essa semana, uma conversa normal me chamou atenção. Uma pessoa qualquer me perguntou “E aí, tudo bem?”. No começo eu pensei em responder algo, mas aquela frase não saiu da minha cabeça: “Tudo bem?”. É engraçado, será que ela quer mesmo saber que eu não tenho dormido, que meu coração está partido, e que eu esgotei meu estoque de lágrimas? Acho que não. As pessoas só perguntam isso por convenção e dizemos um “tudo bem” automático, apenas porque a etiqueta manda. Quando alguém responde algo diferente de “Sim, e com você?” parece que o mundo vai cair, porque no fundo, ninguém se importa de verdade. Estranho como uma simples pergunta pode ser tão complexa não é mesmo? Depois desse monólogo interior — que deve ter durado uns 5 segundos — eu lembrei da pessoa que estava na minha frente, esperando uma resposta. Respirei fundo e respondi: “Sim, e com você?”, já esperando o “Também” que veio logo em seguida. Sabe, nós humanos somos tão patéticos. Vivemos uns iguais aos outros, numa zona de conforto eterno. Isso mesmo, zona de conforto, porque é bem mais fácil não saber dos problemas alheios, não se preocupar em montar discursos falsos de “Sinto muito, mas acredite em você mesmo”, ou então um “Calma, vai passar, o tempo cura tudo” e todos esses clichês idiotas que são as únicas coisas que a gente ouve. Clichê idiota igual ao “E aí, tudo bem?” (…) Mas talvez a vida seja isso mesmo, um bando de situações clichês, com pessoas clichês, falando coisas clichês.”
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