quarta-feira, 24 de outubro de 2012
“— Gosta de festas, né?
— Bom, aparentemente estou em uma.
— E ai, tá bebendo o que?
— Cerveja.
— Cerveja engorda.
— Minha vó passou a vida inteira assim…
— Bebendo cerveja?
— Não, cuidando da vida dela.
— Pega leve, eu estava brincando.
— Eu também estava.
— Estamos quites então?
— Sim, e o que é isso no seu copo? Cerveja?
— Bom, aparentemente…
— Maluco…
— O que você disse?
— Você, maluco, doidinho, pirado…
— Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.
— Pegou essa frase em qual caminhão?
— São só observações.
— Muito observador você, né?
— Sim, observei tantas coisas aqui.
— O quê? O que tem no meu copo, por exemplo?
— Não.
— O que então?
— Seu sorriso é lindo.
— Me poupe.
— Qual é, só disse a verdade.
— E essa história vai acabar com um dos dois molhados de cerveja.
— Se esse for o problema, eu jogo a minha fora.
— Não vem com esse papo.
— Que papo?
— Não complica vai…
— Tudo bem, vou descomplicar, que tal um arrocha?
— Tá me zoando?
— Não, eu te ensino.
— Tudo bem, não to fazendo nada mesmo.
— Você é mais dura que uma estátua, solta esse corpo.
— Não enche, to fazendo um favor de dançar com você, e você ainda tá reclamando.
— Se solta garota.
— Não me chama de garota, tenho nome.
— Posso saber qual é?
— Não.
— Então, garota… Tá pegando bem o jeito de dançar.
— Merda.
— O que foi?
— Você!!!! Derrubou cerveja no meu cabelo.
— Desculpa, nem molhou tanto assim.
— Era disso que eu tava falando, sempre tem um desequilibrado que derruba cerveja no parceiro.
— Então, você é minha parceira?
— Que seja.
— Então dança mais uma comigo?
— Desde que você jogue fora esse maldito copo de cerveja.
— Joguei. Dança quantas agora?— Quantas você quiser.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário