Minha mãe já me dizia desde pequena para ter cuidado com os homens.
Já dizia ela que eles só nós usavam,e achavam que nós meninas eram como roupas,que quando fica velha ou quando se usa demais,joga no lixo.Por isso não acreditava nisso de “amor” era até uma palavra estranha,eu tinha medo de conhecer esses monstros que chamamos de homens.Eu não gostava de ir para rua e ver novelas,eu achava isso tudo tão estranho,homens traindo suas mulheres,e era nesses momentos em que eu colocava em prática tudo que minha mãe me dizia.É assim que percebo o quanto ela me ama,não quer me ver sofrer nem chorar.Coitada,tantos conselhos dados,e nada aprendido.Sou tão burra,não aprendi com minha mãe a lição passada,conheci um homem que para mim era diferente de tudo aquilo que minha mãe falava.Todos os dias chegavam,flores com cartões escritos com trechos de poesias de William Shakespeare,eu achava aquilo tudo um conto de fadas.Minha mãe ficara brava comigo,mas não quis saber disso e segui em frente com o meu amor -ou quem sabe minha ilusão- Deixei tudo para ir com ele,mas como um conto de fadas tudo acaba,tudo tem seu fim,e o meu teve,mas quem disse que teve um final feliz.Mas eu fiquei sem chão,não tinha mas equilíbrio para continuar em pé,e eu não tinha lugar algum para ir,não mas.Me perdi,fui para uma estrada sem caminho para retorno,e agora imploro perdão a pessoa que nunca quis me ver assim,e que fez de tudo,que me avisou para não terminar assim.Enfim,terminei.
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