
Fragmento de um diário encontrado próximo a uma ponte famosa da cidade
12 de abril de 1997,
Ele não me ama. Somente hoje percebi isso. Por todo esse tempo acreditei em suas palavras, mas agora sei a verdade. Uma verdade dolorosa. Tento dizer a mim mesma que isso é uma calúnia, tento dizer a mim mesma que ele me ama e sempre me amou, mas sei muito bem que isso é mais uma mentira. Sei muito bem que ele não me ama, e nunca me amou. Ninguém sabe como saber disso destroça meu coração. Ninguém. Ele não me defende, suas palavras sempre são clicherizadas, nunca se preocupa comigo. Era tudo mentira. Uma bela mentira. Ele nunca levantou um dedo para demonstrar o que dizia. Todas aquelas belas palavras eram apenas da boca para fora, nunca tiveram rastros de sentimentos. E dói saber disso, como dói. Destrói meu coração saber que tudo aquilo não foi nada para ele. Me sinto acabada ao lembrar-me que tudo aquilo era mentira. Na verdade, acho que minha vida seria mais feliz sem essa notícia. Acho que estaria bem melhor convivendo com aquela mentira. Mas não. O amor é muito injusto comigo. O amor nunca faria algo para me ajudar, somente para me destruir. O amor quer me matar, vagarosamente, sem piedade. Sinto que o amor quer destruir meu pobre coração já condenado. Sim, agora sei, o amor quer destruir minha vida. Mas, o que será de mim? O amor me condena a morte lenta, me condena a infelicidade. O amor está contra mim nesta jogada. Desta vez sinto que estou só. - (expandir-me)
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