quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma vez sob o concreto escuro e frio da garagem com sua triste luz fluorescente, encosto na parede e ponho as mãos na cabeça. ‘No que eu estava pensando?’ Lágrimas espontâneas e inoportunas se acumulam em meus olhos. ‘Por que estou chorando?’ Vou afundando no chão, irritada comigo mesma por essa reação insensata. Levantando os joelhos, encolho-me toda. Quero me tornar o menor possível. Talvez a dor absurda fique menor se eu diminuir. Encostando a cabeça nos joelhos, deixo as lágrimas caírem à vontade. […] Talvez eu só precise de uma boa choradeira.
50 Tons de Cinza.

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