Pela primeira vez em anos, tomei decisões importantes e pensei no futuro. Para isso, precisei fechar algumas portas. Era mais ou menos assim: eu tinha várias portas abertas, mas não entrava em nenhuma. Ficava ali no meio, zanzando. Se pudesse descrever a porta que entrei, diria que ela estava marcada com um “eu”. Pode parecer banal, mas essa era a porta mais escancarada e grande, que tanto implorava para que eu tirasse de algum lugar um pouco de coragem para entrar. Das outras portas, não joguei fora as chaves, não bati nenhuma na cara de ninguém. Saí educadamente e não a francesa. Despedi, agradeci, disse um “adeus” sincero, e em uma delas até ensaiei com lágrimas nos olhos um “até logo”.
Cansada de deixar alguns sonhos para “qualquer dia”, a cada minuto dessa nova fase sinto algo mudando em mim. E isso é uma delícia. Resolvi me levar mais a sério, apostar mais em mim. E tem dado muito certo.
Essa tática de fechar algumas portas é muito boa. Se eu fosse você tentava também. Boa sorte"."
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